quinta-feira, 28 de março de 2013

Censura praticada pelo canal da UniEspírito no YouTube

Dando continuidade à "série" mencionada neste post aqui e iniciada com a postagem anterior, irei denunciar abaixo uma censura que sofri recentemente ao tentar responder a uma "réplica" a um comentário meu a certo vídeo ("Medicina e Espiritualidade") do canal da UniEspírito no YouTube localizado em http://www.youtube.com/watch?v=t0IG05__fx8.

Há mais de 1 ano, foi publicado o seguinte comentário deste que vos escreve ao vídeo acima referido:

1- Não há qualquer respaldo científico em se afirmar que o corpo irradie magnetismo (no sentido físico da palavra). 2- A ressonância nuclear magnética está ligada à absorção ressonante de energia eletromagnética por núcleos atômicos submetidos a um forte campo magnético e a ondas de rádio, portanto, nada tem a ver com a alegada irradiação de magnetismo pelo corpo humano. 3- Quanto ao telefone celular, seu mecanismo está baseado em ondas eletromagnéticas, não ondas magnéticas, como dito.
 · 

E, conforme me foi comunicado automaticamente pelo YouTube às 2:15 de 10/03 último, uma pessoa, talvez sem saber que estava a ensinar o "Padre Nosso" ao vigário (minha dissertação de mestrado, defendida no IFUSP, esteve focada principalmente em Eletromagnetismo), postou a seguinte "réplica" a ele (abaixo, como aparece atualmente):

Nando Biscardi 2 semanas atrás
Cada contração que o coração realiza para bombear o sangue para o corpo gera uma corrente elétrica. O mesmo ocorre com o estômago, que está em constante movimento de contração, mesmo que não haja alimento para ser digerido. Essa corrente, como toda corrente elétrica, gera um campo magnético, efeito que é conhecido como a Lei de Ampère.
O nosso cérebro gera constantemente correntes elétricas, e como conseqüência, campos magnéticos.
 ·  em resposta a jedarib (Mostrar o comentário)

A esta "réplica" submeti o seguinte comentário, por volta das 19:30 de 12/03:

Bem, não sei por que resolveste postar este comentário (copiado de texto disponível na Internet -- da próxima vez cite a fonte, ok?) como réplica ao que escrevi. Se estás a pensar que as informações fornecidas contradizem minha observação 1, reflita um pouco mais... Sei muito bem que há campos magnéticos (pequeníssimos) gerados por atividades elétricas de nossos órgãos, mas eles não "avançam" mais que uns poucos milímetros acima de nossa pele, e, portanto, impróprio dizer que são *irradiados*.

Nota: este comentário -- que, como pode ser constatado, busca simplesmente ESCLARECER determinado ponto -- foi CENSURADO pelo(a) responsável pelo canal da UniEspírito no YouTube.

Pois bem. Como me esforço para resolver as coisas da melhor forma possível, enviei a seguinte mensagem particular em 18/03 para o(a) responsável pelo referido canal:

O comentário que submeti por volta das 19:30 do dia 12/03 ao vídeo de vocês localizado em http://www.youtube.com/watch?v=t0IG05__fx8 não está disponível publicamente. Desculpe-me, mas, se vocês não o tornarem público, pública será a denúncia que farei sobre isso, quando relatarei também algunas cositas más a respeito da Uniespírito... Desejando mais verdade e menos censura, despeço-me.

Sem sucesso... (Basta acessar o link fornecido no início deste texto neste exato momento. Meu comentário ainda não foi disponibilizado publicamente, e provavelmente nunca o será.)

Mas isto não me espanta. Era de se esperar este tipo de atitude (censura indébita) por parte da UniEspírito, nome que praticamente se confunde com canalhice e cujo mentor e apoiadores se esforçam a mais não poder em manter seus admiradores e financiadores em um patamar de subesclarecimento. Vejamos...

O projeto UniEspírito -- Universidade Internacional de Ciências do Espírito, idealizado pelo médico Sérgio Felipe de Oliveira (conheça mais!) e abraçado em sua concepção pela FEAL -- Fundação Espírita André Luiz (que seria a mantenedora do projeto, e inclusive teria cedido terreno para a construção do campus da futura universidade), foi tornado público em 25/01/2004(*), no programa "Boa Nova na TV", e desde o seu início esteve envolvido em propagandas enganosas. Basta ver, por exemplo, a matéria "Saber do outro mundo", da IstoÉ de 28/04/2004 (vide versão online aqui), onde se diz:

Há cerca de um mês, também entrou no ar a Uniespírito, uma universidade virtual que terá uma filial na França, terra natal de Allan Kardec, o codificador do espiritismo. O braço francês do projeto brasileiro será lançado em outubro, durante o IV Congresso Espírita Mundial, que acontecerá em Paris.

Duas mentiras: 1- UniEspírito era (e ainda é!) apenas o nome de um projeto de universidade; 2- sendo somente projeto, obviamente não tem qualquer sentido falar-se em "filial", ainda mais no exterior...

Mais à frente na mesma matéria, Sérgio Felipe foi descrito como psiquiatra, coisa que ele não é e nunca foi.

Pois bem. O projeto UniEspírito sempre teve seu site (www.uniespirito.com.br) como "janela" para o público. E foi curioso notar que, a partir de meados de outubro de 2004, a subpágina Quem Somos, que se iniciava com os dizeres: "Universidade Internacional de Ciências do Espírito (UniEspírito) é um projeto da Fundação Espírita André Luiz para uma década de trabalho", simplesmente havia sumido da página principal... O projeto UniEspírito perdera seu vínculo com a FEAL.

A "explicação" para isso, nós a encontramos, por exemplo, em uma entrevista de Sérgio Felipe publicada na Revista Cristã de Espiritismo n. 42 (vide versão online aqui):

(...) Nós começamos a produzir cursos e-learning, que faziam parte de todo um projeto de implantação da Uniespírito. O curso chegou a ter 70.000 mil acessos por mês. Foi um sucesso! Mas eu não consegui acompanhar a demanda e o crescimento de alunos no curso. E tão pouco a Fundação tinha condições de me dar uma estrutura para suportar o ritmo do curso.
Então, tive que dar um passo para trás, para começar de um jeito que eu podia acompanhar. Assim, eu pedi licença para a Fundação e mantive um relacionamento apenas por causa da mídia (Rádio Boa Nova e a TV).

Definitivamente, não convence... Ora, se o problema todo era a demanda de alunos para o tal curso e-learning, bastava limitar o número de "vagas"! É óbvio que este NÃO foi o motivo para o rompimento da FEAL com o Projeto UniEspírito naquela ocasião. A verdadeira causa do fato, desconhecemos qual tenha sido.

Outro ponto que gostaria de ressaltar é que desde pelo menos meados de setembro de 2011 os responsáveis pelo marketing do Projeto UniEspírito, na tentativa de enganar potenciais "enganáveis", suprimiram capciosamente a palavra "Projeto" que aparecia (e deveria continuar aparecendo!) na abertura do site www.uniespirito.com.br. Vejam o cabeçalho da página naquele mês daquele ano:


Ele assim permaneceu até fins do ano passado (2012). Hoje, apesar do site apresentar outro design, a ausência (proposital) da palavra "Projeto" na abertura da página continua... Vejam:


O motivo parece-me mais do que óbvio. Conforme já pudemos constatar do boicote a meu comentário no YouTube (vide início deste texto), existe por parte dos envolvidos no Projeto UniEspírito uma sombria intenção: a de sustentar e propiciar equívocos evitáveis. No caso acima, parece-me que o objetivo não é outro se não fazer com que pessoas desavisadas acreditem existir uma "Universidade Internacional de Ciências do Espírito", quando o que existe de fato (na verdade, nem isto acredito que tenha sido feito a contento) é apenas um projeto de universidade...

Nota: Depois de mais de 8 anos sem vínculo com o Projeto UniEspírito, Fundação Espírita André Luiz (FEAL) voltou novamente a albergá-lo no início deste ano (vide aqui). Em tese, portanto, é ela a responsável pela CENSURA que denunciamos no começo deste texto e pela OMISSÃO PROPOSITAL referida logo acima. Para uma instituição que propugna, dentre outras coisas, "pela formação cívica, moral, cultural, educativa e religiosa do povo" (vide Artigo 2o. do Capítulo I de seu Estatuto Social -- aqui), não está nada bem, não é?...

(*) Como Universidade do Espírito apenas, o projeto foi tornado público ainda antes, em 15/04/2003, através de e-mail enviado para muitas pessoas naquele dia.

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