sábado, 17 de dezembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A vingança de Jáder Sampaio

Eu bem que podia tentar publicar as ideias que se seguirão no próprio post do blog "Espiritismo Comentado" em que fica clara a postura vingativa de Jáder Sampaio contra mim (especificado mais adiante), mas não farei isto simplesmente porque seu blog é moderado e por muito menos ele já ameaçou me boicotar (vide aqui), e eu não quero correr o risco de perder tempo.

Em 11 de outubro do corrente (11.10.11) foi publicado no Observatório da Imprensa um artigo crítico de minha autoria a respeito da matéria de capa da Superinteressante de outubro (vide aqui ou aqui), que fora submetido em 7 de outubro (07.10.11) àquele órgão de imprensa (vide aqui o texto originalmente enviado).

Em 24 de outubro (24.10.11), Jáder publica em seu blog a primeira postagem sobre as críticas que a reportagem da Superinteressante recebeu (aqui). Ele diz o seguinte lá (grifo meu): "A Super publicou em outubro uma matéria sobre pesquisas de fenômenos geralmente estudados por parapsicólogos que denominou ciência espírita. (...) O EC aguardou os comentários oriundos do movimento espírita e dos pesquisadores da área. Vamos publicar ou inserir links para o leitor. Hoje temos a carta que o Dr. Alexander Moreira-Almeida (e não Alexandre, como deixou passar o copidesque da Super) escreveu para o diretor de redação". E a carta foi transcrita.

Pois bem. Uma semana depois (31.10.11), Sampaio publica um novo post sobre o assunto (vide aqui). Dessa vez, tratou do texto de Dora Incontri a respeito. E foi aí que me ficou claro o espírito vingativo de Jáder Sampaio... Sim, porque alguém versado em metodologia de pesquisa, como ele, jamais cometeria o equívoco de fornecer uma fonte secundária como referência estando a fonte primária igualmente disponível ao público... E isto, incrivelmente, acontece na postagem! É fornecido como referência para o artigo de Incontri um link para um texto no portal "Espiritualidade e Sociedade", onde o artigo é transcrito e onde consta a fonte original ao fim do mesmo: http://pedagogiaespirita-abpe.org/2011/10/03/revista-superinteressante-e-a-ciencia-espirita. (Um parênteses: se o portal "Espiritualidade e Sociedade" fosse apenas um repositório de artigos, notícias, etc., seria mesmo desnecessário seu responsável se identificar. Porém, a partir do momento em que ele opina, como ocorre no texto sobre as réplicas à reportagem da Superinteressante: "Destacamos aqui a carta enviada pelo Professor Dr. Alexander Moreira-Almeida ao Diretor da revista e a crítica escríta pela Professora Dora Incontri", seria bom que se identificasse. Qual o temor?) Voltando à questão do não-fornecimento do link por Sampaio para a fonte original do artigo de Incontri, o leitor deve se perguntar: por quê isso? Eu respondo: simplesmente porque na seção de comentários do texto em sua fonte original é fornecido um link para meu artigo crítico no Observatório da Imprensa, e como Jáder ficou literalmente com as "calças na mão" em nosso debate na seção de comentários do post correspondente ao comentário a que o primeiro link deste presente texto nos leva, por fim apelando até para mentiras, a partir de então tomou-me como um seu desafeto, e agora é capaz de fazer de tudo para que seus leitores não tenham acesso a meus escritos relacionados ao espiritismo (mesmo aqueles em sua defesa!), mostrando-se assim uma pessoa realmente rancorosa. É triste. Mas é a única explicação que vejo para o caso.

Depois da postagem sobre o texto de Dora Incontri, apesar de já muito desconfiado, ainda achei possível que tivesse sido apenas um descuido de Jáder ter fornecido uma fonte secundária para o texto, imaginando até que ele abordaria meu artigo posteriormente. Que nada!... Após a postagem, Sampaio ainda publicou dois posts sobre o assunto: um com a transcrição da opinião de um tal Ricardo Alves da Silva sobre o caso, postado em 04.11.11 (aqui), e outro com o fornecimento de um link para um texto de Rita Foelker a respeito, postado em 07.11.11 (aqui). Mas tudo ficou por isso mesmo... Esperei até hoje (10.11.11), e agora tenho a certeza de que Jáder Sampaio guarda rancor de mim (puro orgulho ferido!), razão pela qual não forneceu a fonte primária para o texto de Incontri e não mencionou meu artigo crítico sobre a matéria de capa da Superinteressante do mês passado. Lamentável...

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Nota de 19.12.12: Em 02.12.12, informado por Jáder de que ele só tomou contato com meu artigo crítico sobre a matéria de capa da Superinteressante de Out/2011 após ler o texto acima, e de que não se preocupou em citar a fonte original do artigo de Dora Incontri em sua postagem porque não acha que isto seja necessário em blogs e porque confiou (e confia) irrestritamente no responsável pelo portal Espiritualidade e Sociedade, onde lera o artigo de Dora, "despubliquei" o texto acima. Entretanto, por ter acabado de lembrar -- não sei por que motivo -- de uma entrevista de Jul/2011 que ele dera ao Sr. Ismael Gobbo (aqui) na qual mentiu dizendo que teria escrito muitos livros, sendo que escreveu apenas -- que não passa de sua tese de doutorado em forma livresca --, não me sinto seguro em acreditar nas informações relatadas no início desta nota, e por isso estou a tornar público novamente o texto acima. Quiçá eu não esteja cometendo nenhuma injustiça...

sábado, 9 de julho de 2011

As "pesquisas" do Fiorini e as "vistas grossas" da FEESP

Prezados:

Conforme afirmei no post anterior, voltaria a tratar de Fiorini e suas "pesquisas". Pois bem. Irei disponibilizar agora a vocês um documento enviado há exatamente 1 semana (em 02/07) à Federação Espírita do Estado de São Paulo - FEESP e encaminhado em 05/07 diretamente à presidente daquela instituição, para que posteriormente não viesse alegar ignorância a respeito. O link para ele é este: http://pt.scribd.com/doc/59696620/Sobre-as-pesquisas-do-Fiorini.

Ao que parece, Fiorini apresentou-se hoje normalmente no Congresso Espírita FEESP 2011, como se nada tivesse acontecido. Então, acho que uma coisa fica muito clara (leiam primeiro o documento disponibilizado e vejam se não concordam comigo): tendo feito "vistas grossas" para o caso, a Federação Espírita do Estado de São Paulo mostra-nos que não tem condições nem autoridade moral para "apitar" o que quer que seja a respeito da temática espírita. Eu, que já não era simpático à instituição, agora vejo que seu potencial danoso ao Espiritismo no Brasil é muito maior, e que ela é uma fiel representante desse movimento espírita que segue pelo atalho, regado a festejos, fanáticos e pilantras.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mais censura na blogosfera espírita...

Dessa vez o boicote ocorreu em um comentário que realizei em certo post do blog "Consciência Espírita na TV", que faz anúncios de um programa de TV apresentado por seu responsável, Afonso Moreira Jr. O post pode ser lido aqui, e, entre outras coisas, o sr. Afonso diz ali:

O doutor Fiorini é um verdadeiro investigador do Além. Aliando seus conhecimentos científicos ao estudo da Doutrina Espírita, escreveu o livro “Reencarnação, investigação científica”, que reúne casos estudados por ele e antigos registros de fenômenos semelhantes.

Frente a essas afirmações sem qualquer conhecimento de causa, comentei:

Programa "Consciência Espírita na TV" a serviço da desinformação... Uma pena. "Doutor" Fiorini? Verdadeiro investigador do além?... Perdão, mas quem afirma estas coisas não conhece de perto as ideias do camarada. Não irei perder mais tempo nesse assunto, mas aqueles que quiserem ler uma análise de algumas das inúmeras abobrinhas que esse sujeito diz por aí, acessem http://pt.scribd.com/doc/57665234/Para-sua-ciencia.

Em 21.06, notando que meu comentário não havia sido publicado, mandei a seguinte mensagem para Afonso Moreira Jr.:

Amigo, você está mesmo certo de que irá boicotar meu comentário enviado em 12/06?

Como até este momento não recebi qualquer resposta, suponho que a resposta seja afirmativa.

Pois bem. Não é a primeira vez (e provavelmente não será a última) que esses ditadorezinhos de araque me boicotam. Neste blog já apresentamos alguns outros casos, e deixamos para o leitor concluir se neles houve razão honesta para isso. Quanto ao objeto específico deste presente post, uma vez que meu comentário fora censurado, sinto-me na obrigação de voltar novamente ao assunto "pesquisas" do Fiorini, ao contrário do que disse no referido comentário. E então ficará bem clara a irresponsabilidade do sr. Afonso, que não só foi um dos articuladores para que Fiorini tenha sido escalado para se apresentar no Congresso Espírita FEESP 2011, a ocorrer nos dias 8, 9 e 10 de julho próximo, como tem feito questão de propagandear aos quatro ventos esse camarada que, além não entender patavina de ciência básica, já faltou com a verdade inúmeras vezes. Aguardem...

domingo, 12 de junho de 2011

As "pesquisas" do Fiorini

Como recentemente João Alberto Fiorini de Oliveira voltou a dar suas aparições na mídia espírita com as lorotas e mentiras de praxe, acabo de disponibilizar em um hospedeiro de arquivos (vide link abaixo) uma análise de algumas das inúmeras "abobrinhas" dele em suas participações num fórum de discussão sobre Espiritismo em 2009. (Segundo o próprio, suas "informações" entrariam em seu livro Magnetismo e Ectoplasma, agora já lançado e objeto de suas entrevistas recentes.) Achávamos que Fiorini havia aprendido a lição, mas pelo jeito não há óleo de peroba que dê conta de sua "cara de pau"...

Pretendemos em breve, se o tempo nos permitir, realizar uma análise ainda mais detalhada das "pesquisas" fiorínicas. Não obstante a escancarada falta de conhecimento científico e fantasias inventadas pelo dito cujo, infelizmente ele ainda tem encontrado espaço no movimento espírita para espalhar suas invencionices e subinformações, inclusive sendo um dos convidados para o Congresso Espírita FEESP 2011...

Para sua ciência, delegado! (*)

(*) Nota de 10/07/11: Este documento foi retirado do ar hoje, mas posso enviá-lo a quem tiver interesse. Para se ter acesso a um material mais recente sobre o assunto, ver este post.

terça-feira, 31 de maio de 2011

A crítica de uma crítica

Há exatamente 1 ano atrás enviei a alguns colegas e ao Instituto Cultural Kardecista de Santos (ICKS) meu artigo Sobre "A Física no Espiritismo", uma crítica ao trabalho A Física no Espiritismo, de Érika de Carvalho Bastone, apresentado no VIII Simpósio Brasileiro de Pensamento Espírita, ocorrido de 17 a 19 de outubro de 2003 em Santos-SP. Como recentemente descobri que este trabalho foi disponibilizado na Internet (aqui), sinto-me na obrigação de também disponibilizar meu artigo aos internautas. Para vê-lo, basta clicar no link abaixo.

Sobre "A Física no Espiritismo"

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sobre certa coleção inventada pelo Departamento Editorial da FEB

Com o sucesso já consagrado dos livros da conhecida "Série André Luiz", o Departamento Editorial da FEB, talvez coisa de uns 10 anos pra cá, resolveu inovar: tratou de dar destaque especial a uma coleção de livros daquela série colocando-os sob a denominação "A Vida no Mundo Espiritual". Até aí, nada de errado; aliás, boa a iniciativa, não fossem dois livros da coleção, que não deveriam ter constado nela por não tratarem especificamente da vida no mundo espiritual: Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade.

Foi por isso que há exatas 4 semanas enviei à Comissão Editorial da FEB uma mensagem dizendo o seguinte:

Os livros Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade não deveriam propriamente aparecer na coleção "A Vida no Mundo Espiritual" da série "André Luiz". Basta um passar de olhos nos capítulos das referidas obras para se verificar isto. Um leitor iniciante interessado no assunto "vida no mundo espiritual", adquirindo Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade estará comprando gato por lebre... Penso ser importante vocês modificarem este estado de coisas.

Não obtive retorno, e tenho dúvidas de que minha mensagem surtirá algum efeito. Afinal, nem mesmo com um assunto muito mais sério (vide aqui) eles mexeram uma palha sequer até o momento...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sobre algumas obras "mediúnicas" de R. A. Ranieri

Este post irá tratar de certas classes de erros perpetrados pela Editora da Fraternidade (Edifrater) em 4 obras de R. A. Ranieri (1919-1989): O Abismo, O Sexo Além da Morte, Aglon e os Espíritos do Mar e A 2a. Morte. Os erros foram cometidos pelo próprio autor (responsável pela editora de 1985 a 1989), mas são de espécies tais que deveriam ter sido corrigidos pela Edifrater após seu desencarne.

Depois de já ter se consagrado na literatura espírita com clássicos como Materializações Luminosas - Depoimentos de um delegado de polícia (LAKE, 1956) e Forças Libertadoras - Fenômenos espíritas (Ed. Eco, 1967), livros que tratam da mediunidade de efeitos físicos observada in loco, o escritor R. A. Ranieri (que em vida também fora delegado de polícia, prefeito municipal e deputado estadual) parece ter se perdido. É o que podemos notar de suas obras O Abismo (Ed. Eco, 1969) e O Sexo Além da Morte (Ed. Eco, 1973). Sem falar das enormes incongruências internas dos referidos livros (o que, em minha opinião, seria suficiente para descartá-los como obras publicáveis), a Ed. Eco não realizou uma revisão mais cuidadosa neles, e ainda esboçou em uma das folhas de rosto de ambos: "Obra Mediúnica / Orientada pelo Espírito de André Luiz". Ora, quem já folheou ou leu estas obras percebe que elas não são mediúnicas. Trata-se apenas de relatos do autor de experiências extracorpóreas que ele teria tido com o acompanhamento dos Espíritos Orcus e Eleutério, respectivamente, o que não se enquadra propriamente na categoria "mediúnica". A contribuição de André Luiz em tais livros, se realmente houve alguma (temos nossas dúvidas), foi a de ter auxiliado o autor nas rememorações de suas experiências extrafísicas.

A Editora da Fraternidade (Edifrater) foi fundada em 1982 no bairro de Sto. Amaro (em S. Paulo-SP). Em 1985, devido a esforços do próprio Ranieri, a sede da editora foi transferida para a cidade de Guaratinguetá-SP, onde ele vivia, passando então a ser administrada pelo mesmo [Trecho modificado em 26/10/11]. Naquele ano, pela Edifrater, foi republicado O Abismo (3a. ed.*), e em 1988 foi a vez de O Sexo Além da Morte (8a. ed.), cuja 7a. ed. saiu pela Ed. Record. Pois bem. Nenhuma revisão foi feita das versões anteriores. Foram utilizados fac similes dos miolos dos livros, havendo mudança apenas em suas capas e contracapas, no lôgo editorial que aparecia em seus frontispícios, e nos dados editoriais. Em edições posteriores, a Edifrater, contribuindo para que as obras tornassem-se ainda mais erradas, tratou de colocar a errônea informação "Obra Mediúnica" também nas capas dos livros...

Em 1987 a referida editora publicou de Ranieri Aglon e os Espíritos do Mar, e em 1988 foi a vez de A 2a. Morte. Ambos os livros, seguindo a tendência dos já mencionados, são incongruentes. Além disso, muito mal escritos. Na capa de Aglon consta: "Pelos Espíritos André Luiz e Júlio Verne / Obra mediúnica de R. A. Ranieri", e em uma das folhas de rosto: "Ditado pelo Espírito Júlio Verne / Orientação do Espírito André Luiz". Bem, a parte II do livro trata-se da descrição por Ranieri de supostas experiências extrafísicas que ele (no Mundo Espiritual, Kalicrates) teria tido na alegada companhia de Júlio Verne, não sendo portanto ditada por este Espírito. Além disso, crer que a primeira parte do livro tenha sido ditada por Verne (Espírito) seria supor que o grande escritor tivesse involuído sobremaneira em seus dotes literários... Por fim, não fica clara a tal "orientação" de André Luiz na obra. Quanto a A 2a. Morte, em sua capa aparece: "Obra mediúnica de R. A. Ranieri / Pelos Espíritos André Luiz e Altino". Tal informação é falsa. A obra em questão não é mediúnica. Trata-se, como O Abismo, O Sexo Além da Morte e a parte II de Aglon, de relatos do autor de supostas experiências extracorpóreas que ele (chamado ali Kalicrates) teria tido com o acompanhamento de certos Espíritos. Dessa vez, seu guia principal teria sido Altino, mentor espiritual de Ranieri. Fiz questão de ter frisado o "supostas" porque em A 2a. Morte o autor realmente se supera... É só celebridade que ele encontra! Apolônio de Thyana, Platão, Sócrates, Demócrito, Francisco de Assis... Você acredita? Eu não. Além disso, como nos outros livros mencionados, a real contribuição de André Luiz na obra (que duvidamos que tenha ocorrido) não é explicitada. Talvez o autor tenha acreditado que o referido Espírito tenha-o auxiliado na lembrança de suas experiências extrafísicas, sei lá...

Vale ressaltar, também, que na última folha de A 2a. Morte consta que estariam "no prelo" as seguintes obras de Ranieri: O Pensamento de Chico Xavier, Pensamentos Iniciáticos e O Reino de Deus. Isso confundiu-me por um bom tempo, pois não descobria estes livros em lugar algum. Na realidade, pude constatar depois, tais obras não chegaram a ir ao prelo - nem mesmo estiveram prontas para tal -, tendo sido apenas esboçadas.

(*Nota de 16/09/11: Para a saída de 1987 da obra, a Edifrater elaborou uma ficha catalográfica na qual constou "3a. edição". Importante atentar, entretanto, que se trata apenas da 3a. edição pela Edifrater. Antes de ser publicado por esta editora, O Abismo teve duas edições pela Ed. Eco. Portanto, a edição de 1987 foi a 5a. edição geral da obra.)

domingo, 1 de maio de 2011

Sobre a capa e a contracapa de "Cidade no Além"


Bem, leitores, o que é que vocês deduzem ao observarem a imagem acima (capa do livro "Cidade no Além")? Que estamos diante de uma obra mediúnica devida aos Espíritos André Luiz e Lucius, certo? Sim, certo, contudo esta dedução não corresponde à realidade, e foi por isto que em 11/01/07 enviei um e-mail ao Instituto de Difusão Espírita - IDE comunicando que a capa de "Cidade no Além" era problemática.

Quem lê ou simplesmente folheia a obra constata o seguinte: o livro é composto de textos não-mediúnicos (apenas no cap. III observamos textos mediúnicos, uma compilação de trechos de André Luiz / Francisco C. Xavier) e de desenhos realizados por Heigorina Cunha obtidos por rememoração de desdobramentos dirigidos pelo Espírito Lucius. Ou seja, Heigorina não atuou propriamente como uma médium, e muito menos podemos considerar André Luiz / Francisco C. Xavier (responsáveis pelo prefácio da obra) como autores.

Pois bem. Em 05/02/07, entrou em contato comigo, falando em nome do IDE, o Sr. Wilson Frugilo Júnior. Entre outras coisas, ele dizia:

1. No nosso entendimento, o livro é mediúnico porque,
basicamente, é fundamentado nas ilustrações, captadas
pela mediunidade de desdobramento de Heigorina e
confirmadas pela mediunidade de Chico Xavier;
2. O principal, a revelação que o livro trouxe, são os
desenhos e não o texto;
3. Chico Xavier merece ser co-autor porque confirmou,
passo a passo, a revelação de Heigorina e não só com o
Prefácio, conforme explicação do livro-complemento
Imagens do Além.


Obviamente, não nos convenceu a resposta, ao que dissemos, no mesmo dia:

Perdoe-me discordar de suas colocações.
1. Um ponto importante a ser observado é que o desdobramento não é um fenômeno mediúnico, pois o encarnado desdobrado não atua como intermediário. Ele pode ser auxiliado por algum Espírito, mas não atua como médium. No caso da Heigorina, ela viu coisas no Astral, estando desdobrada, e depois as reproduziu. Simplesmente isso.
2. Concordo. Mas o nome do escritor das linhas deveria aparecer na capa. Questão de clareza.
3. O fato do Chico confirmar as revelações da Heigorina não faz dele co-autor do livro. De forma alguma.


Obtivemos novo retorno em 21/02/07, quando o Sr. Wilson dizia o seguinte:

Mais uma vez, vimos à sua presença para:
Solicitar ao irmão que verifique "Mecanismos da
Mediunidade", cap.21, intitulado "Desdobramento", que
apresenta em seu item final o tema "Desdobramento e
Mediunidade", onde o autor afirma: que, em
desdobramento, "considerável número de pessoas
transforma-se em médium (...) os médiuns dessa
categoria...".
Ver,também, "Nos Domínios da Mediunidade", cap.XI,
intitulado "Desdobramento em Serviço".
Que em Kardec (O Livro dos Médiuns, q.172), o que mais
se aproxima do Desdobramento é a mediunidade
sonambúlica.


Ao que replicamos (no mesmo dia):

O fato de em alguns casos o indivíduo desdobrado poder se portar como um médium obviamente é particular; em alguns casos, como acabo de dizer. No que tange à Heigorina Cunha, não há nada que indique que ela atuou como médium no que se refere à "Cidade no Além", pois ela simplesmente desenhou as imagens que ficaram retidas em seu cérebro espiritual em decorrência de desdobramentos. Se leres com atenção as próprias referências que me indicastes, verás que os casos esboçados são muito distintos do de Heigorina.

E tudo ficou por isso mesmo...

Continuamos a achar muito incorreta a forma como foi apresentada a autoria de "Cidade no Além" em sua capa. Ali deveria constar algo como:

Textos - Salvador Gentile
Ilustrações - Heigorina Cunha
Prefácio de André Luiz através de Francisco C. Xavier


Estaríamos sendo muito mais fiéis à realidade.

Já na contracapa aparece o seguinte (a edição que possuímos é a 30a., de Mar/2005): "A autora desta obra (...)". Ora, além disso contradizer a própria informação da equivocada capa, contradiz também a realidade. A contribuição de Heigorina Cunha no livro deu-se com um pequeno texto e com os desenhos, portanto o correto é dizer que ela foi uma co-autora da obra. E o texto da contracapa continua: "(...) Trata-se de um trabalho mediúnico (...)". Entretanto, como já explicamos, o livro não é mediúnico!

Urge modificar a capa e a contracapa de "Cidade no Além", não?...

(Este texto foi modificado em 30/05/2011 e revisado em 30/10/12)

sábado, 30 de abril de 2011

"Vida de Jesus ditada por Ele mesmo" pela Editora & Distribuidora 33: um caso de falsificação histórica

(Voltando a estas bandas depois de quase 8 meses de "recesso"...)

Estive organizando os e-mails de uma antiga conta que possuo e redescobri algumas trocas de mensagens que acredito interessarem ao leitor que, como eu, almeja por uma correta contribuição das editoras nas obras que trazem à público. É do que trataremos neste e no post seguinte.

Aconteceu em 04/08/06. Eu ainda não possuía um exemplar do livro "Vida de Jesus ditada por Ele mesmo" e apenas havia feito uma pesquisa na Internet a respeito dele. Foi então que entrei em contato com Darci Dickel, responsável pela Ed. & Distrib. 33, fazendo a seguinte colocação:

Em pesquisas na Internet, tenho encontrado as mais diversas datas para a obra "Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo": 1830, 1835, 1865, 1885... A que me pareceu mais confiável, por se tratar da esboçada por dois sites que referiam-se diretamente à informação da Editora Freitas Bastos, foi 1885. Porém, visitando o site de vocês, www.novaordemdejesus.com.br, verifiquei que a data associada ao livro é 1835. Gostaria de alguns esclarecimentos.

A resposta, datada de 07/08/06, foi a seguinte:

Realmente o livro Vida de Jesus ditada por Ele mesmo vinha sendo publicado pela editora Freitas Bastos - RJ. Porém em junho 2004 a atual Editora e Distribuidora 33 comprou direitos autorais e editoriais deste e outros livros que fazem parte da Grande Cruzada de Esclarecimento. A data correta é a que consta no site Nova Ordem de Jesus (feito pela Editora 33).

Ou seja, a data correta seria 1835. Mas não me convenceu. Tanto é que, no mesmo dia, enviei a Darci um e-mail contendo o seguinte:

Ainda assim, tenho minhas dúvidas. É no mínimo estranho que as obras da Codificação, sendo posteriores a 1835 e anteriores a 1885, não exibam quaisquer considerações sobre "Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo" (até onde sei, nada falam). Foi este, também, um dos motivos por que achei que a data 1885 era a mais provável.

Pois bem. O tempo passou, e acabei adquirindo a 3a. ed. brasileira de "Vida de Jesus", de 1955, publicada pela extinta Ed. São Raphael (Rio de Janeiro - RJ). Como pude observar, o ano correto da edição original da obra, em francês, era 1885, não 1835. Entrei então novamente em contato com Darci Dickel. Isto em 16/01/07:

(...) Possuo a 3a edição de "Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo", publicada pela Editora São Raphael Ltda., em 1955. No "Preâmbulo da Primeira Edição", constante do mesmo livro, Sebastião Caramuru diz "... em 1885, em Avinhão, antiga cidade do sul desse país, outrora residência dos papas franceses, Jesus de Nazareth consubstanciou, nestas páginas por ele mesmo ditadas, este grande monumento de história e de religião". Mais à frente, em "Prefácio do Senhor Volpi", o benemérito capitão italiano nos diz: "Em 1885 o Anti-Materialista, de Avinhão, revista dirigida pelo sr. René Caillé, publicou esta obra obtida medianimicamente em francês". Ou seja, são duas referências de que a obra teria sido mesmo publicada pela primeira vez em 1885. (...)
Eu ficaria muito grato por alguma explicação de sua parte. Afinal, é você que edita atualmente o referido livro, e deveria ser o mais interessado em apresentar aos leitores informações fidedignas. Isto denotaria respeito.


Darci então respondeu o seguinte, em 17/01/07:

Também nós tivemos a mesma dúvida quanto ao ano, 1835 ou 1885, mudar(trocar) um "3" por "8" em datilografia é fácil, o visual de ambos pode facilmente confundir.
O que nos levou a acreditar ser 1835 a data correta foi o seguinte:
Preâmbulo da Primeira Edição - assinado por Sebastião Caramuru - no inicio da nona nova linha, ainda na primeira página diz:
"Por Jesus, o mesmo celeste embaixador, recebíamos a luz da terceira revelação: estava, pois, fundado o Espiritismo".
Se foi essa a obra que fundou o espiritismo é óbvio que só pode ter sido editada antes de Kardec, que publicou seus livros por volta de 1860. Em outras palavras, se a obra do Nosso Senhor Jesus tivesse sido publicada em 1885 ela não poderia ser citada como o fundamento do espiritismo e sim uma continuação deste.
Eventuais dúvidas terei prazer em dirimir.


A resposta já começou estranha, pois como eles poderiam ter tido a mesma dúvida se em todas as edições de "Vida de Jesus ditada por Ele mesmo" anteriores a 2004, ou seja, anteriores à compra pela Ed. & Distrib. 33 dos direitos de publicação deste livro, aparecia somente a data 1885?... Bem, foi aí que a coisa começou a me cheirar à falsificação histórica pura e simples. Mandei então a Darci Dickel, no mesmo dia 17/01/07, a seguinte mensagem:

Você está deixando de levar em conta 3 referências (achei mais uma: na orelha do livro que possuo) que afirmam ser 1885 o ano correto - uma delas do próprio Caramuru - para se basear em uma afirmação, sem indicativos de data, deste referido tradutor. Observe que ele já deu mostras mais que suficientes que nada sabia sobre a história do Espiritismo, visto que afirmara que Kardec publicou o primeiro livro da Codificação em 1865, quando este o fizera, na realidade, em 1857! Não seria muito mais confiável seguir a afirmação do capitão Volpi? Afinal, ele teve em mãos a primeira edição, francesa...

Ao que o editor replicou (ainda em 17/01/07):

(...) Acredito que trocar um 3 por um 8 seja mais fácil do que errar uma afirmativa, uma fraze inteira.
Considerando que a sua posição seja correta, verdadeira, teremos criado um outro problema, ou seja, a afirmativa do Sebastão Caramuru estará errada. Estaremos trocando um erro por outro. Por isso eu acredito no seguinte: O Nosso Senhor Jesus, ha dois mil anos, prometeu enviar o consolador, que todos acreditavam ser um individuo, uma pessoa, e que hoje sabemos se tratava da Doutrina Espírita. Porque Ele prometeu, eu acredito que ele tenha dado o "pontapé inicial" na transmissão dos ensinamentos doutrinários.
Por isso, hoje, fico feliz e satisfeito acreditando que foi Nosso Senhor Jesus o autor da primeira obra da 3ª revelação.
Alguém tinha que ser o precursor, e ninguém melhor, ninguém com mais merecimento do que Ele para iniciar essa grande revolução educacional. Com essa afirmativa não pretende desmerecer ninguém, apenas dar o crédito ao Espírito que também foi responsável pelo trabalho de Moisés(1ª revelação) e a segunda 2ª revelação que Ele próprio nos trouxe. Assim sendo, na minha humilde opinião, acreditando que foi Ele, faço justiça ao Espírito que está ha milênios trabalhando pela nossa evolução.


Observaram o teor dos "argumentos"?...

Já então sem dúvidas de que estava mesmo diante de uma falsificação histórica, mandei-lhe então, em 18/01/07, um e-mail cujo conteúdo reproduzo abaixo:

(...) Ainda que a frase (com s!) de Caramuru fosse absolutamente clara, o que não é, ainda assim trocar um 3 por um 8 três vezes, uma delas pelo primeiro tradutor do livro em outra língua (Volpi), não é mais fácil que errar uma afirmativa por quem já errou feio, como afirmar que o primeiro livro da Codificação foi publicado em 1865, quando nesta data já haviam sido publicados quase todos; é muito mais difícil. Observe a progressão e veja que, mesmo na afirmativa de Caramuru, há indícios que "A Vida de Jesus" é posterior à Codificação:
Quando o Gólgota os padres fizeram levantar a cruz supliciadora do divino enviado, completava-se a segunda revelação: estava fundado o Cristianismo.
Na França, em 1865, Allan Kardec publicou o primeiro volume de coordenação da doutrina dos espíritos, e em 1885, em Avinhão, (...) Jesus de Nazareth consubstanciou (...)
Por Jesus, o mesmo celeste embaixador, recebíamos a luz da terceira revelação: estava, pois, fundado o Espiritismo.
Esqueça as datas, já que lhe convém, e veja a ordem temporal: suplício de Jesus, Codificação, "A Vida de Jesus"... Além disso, observe que Caramuru somente considerou o Cristianismo fundado com a morte de Jesus. Este é um detalhe importante. Assim, poderíamos fazer a seguinte analogia: início da pregação de Jesus / Codificação; morte de Jesus (fundação do Cristianismo) / "A Vida de Jesus" (fundação do Espiritismo). Veja como é lógico. Se seguíssemos a tua idéia, contrariamente, a fundação do Cristianismo deveria corresponder ao início da pregação de Cristo.
Fui o mais didático que pude e, apesar dos meus vinte e poucos anos, não tenho mais paciência para ficar discutindo isto. Saiba que acreditando que foi Ele o primeiro autor da 3a revelação você não está fazendo jus ao Governador Planetário, mas apenas adotando uma atitude fanática e anti-histórica. Não existe crença superior à verdade dos fatos.


Ao qual seguiu-se outro em que eu disse o seguinte:

Em meu último e-mail externei a opinião que não iria mais discutir sobre a data da edição francesa (1a) de "A Vida de Jesus ditada por Ele mesmo". Porém, talvez por inspiração, após lhe remeter a mensagem, abro o referido livro e ...
Confirma implicitamente as afirmações do Sr. Allan Kardec, sem se referir ao coordenador, e o explica em certos pontos essenciais, que este, ou não tratou, ou o fez confusamente. (Prefácio do Senhor Volpi, §4)
Precisa de mais alguma prova que "A Vida de Jesus" é posterior à Codificação?
Paz e discernimento!

Bem, nem preciso falar que o referido nunca mais entrou em contato comigo... E a falsificação histórica continua lá, escancarada, nas páginas do livro em sua versão pela Ed. & Distrib. 33. Nas edições da obra por esta editora (a partir de 2004), em todo lugar onde aparecia o ano 1885, data de sua publicação original, em francês, passou a constar o ano 1835. Inclusive é esta última data, a falsificada, que aparece na descrição da obra no sítio da Ed. & Distrib. 33 (aqui). É muita picaretagem...